01
Onde o controle se perde
O uso costuma começar antes da decisão institucional. Uma função é ativada pelo fornecedor, uma equipe adota uma ferramenta externa ou um profissional começa a enviar informações clínicas para um sistema que nunca foi avaliado pelo hospital. Ferramenta sem avaliação institucional. Uso fora dos sistemas contratados. Recomendação sem origem verificável. Atualização sem nova análise. Falha sem regra de suspensão.
02
O que a DR² examina
A análise começa nas ferramentas e nos processos em funcionamento. O documento institucional vem depois, apoiado no que foi identificado. Inventário: sistemas contratados, funções ativadas, aplicações externas, usuários, dados e finalidade. Risco: impacto assistencial, autonomia, sensibilidade dos dados, possibilidade de falha e necessidade de intervenção humana. Controle: autorização, acesso, revisão, registro, fornecedores, incidentes e suspensão. Acompanhamento: versões, atualizações, desempenho, mudanças de finalidade e revisão periódica.
03
Rastreabilidade clínica
Quando uma aplicação utiliza LLM, RAG, prontuário ou sistema de auditoria, a DR² organiza uma camada complementar de memória e rastreabilidade. Protocolos, precedentes, fontes, relações, versões e revisão humana ficam ligados à recomendação apresentada. Essa camada não assume diagnóstico nem decisão clínica. O médico permanece responsável pela interpretação e pela conduta. A instituição conserva o caminho necessário para reproduzir, revisar e auditar a resposta. Entradas: caso, documento, protocolo e regra. Sistemas: LLM, RAG, prontuário, auditoria e aplicação clínica. Registro: fontes, precedentes, relações, versão e revisão humana. Resultado revisável: recomendação, justificativa, origem e registro da revisão.
04
Aplicações
Auditoria médica e justificativas de glosas. Apoio à decisão baseado em protocolos e precedentes. Rastreabilidade de recomendações produzidas por IA. Memória longitudinal de casos e condutas. Governança de sistemas médicos inteligentes.
05
Inventário de IA, classificação de risco e comissão institucional
Inventário dos usos de IA. Classificação de risco por aplicação. Responsáveis por autorizar, revisar e suspender. Critérios para avaliar fornecedores. Registro da revisão humana. Histórico de versões e mudanças. Fluxo para incidentes e falhas. Rotina de monitoramento. Comissão de IA e Telemedicina, quando aplicável. A direção passa a decidir sobre ferramentas identificadas, responsabilidades definidas e registros verificáveis.
06
Resolução CFM nº 2.454/2026
A Resolução CFM nº 2.454/2026 entra em vigor em 26 de agosto de 2026. Instituições médicas que desenvolvem ou utilizam IA devem avaliar o risco e manter processos internos de governança, auditoria, monitoramento, transparência e supervisão humana. A decisão clínica final permanece com o médico.
07
Quem conduz
A DR² reúne experiência assistencial, gestão hospitalar, qualidade, segurança do paciente, ciência de dados, engenharia e automação. A análise clínica e a análise técnica acontecem dentro da mesma equipe. Albert Bacelar: médico intensivista e emergencista, gestor hospitalar, cientista e engenheiro de dados. Atua em arquitetura, dados, automação, agentes de IA e produto. Daniel Fernandes Duailibi: médico infectologista e intensivista, com atuação em gestão assistencial, qualidade, segurança do paciente e Lean Healthcare. Atua na análise clínica e institucional dos projetos.
08
A DR² substitui os sistemas que o hospital já utiliza?
A análise parte do ambiente existente. A DR² identifica os sistemas ativos, verifica como cada um utiliza dados e define os controles necessários.
09
A camada de rastreabilidade realiza diagnóstico?
Não. Ela registra os elementos usados na recomendação. A interpretação e a decisão clínica permanecem com o médico.
10
É necessário enviar dados clínicos na primeira conversa?
Não. A situação deve ser descrita sem prontuários, imagens, nomes de pacientes ou documentos confidenciais.
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A DR² emite certificado ou selo?
A DR² trabalha na organização da governança, dos controles, dos registros e do monitoramento. Certificação pertence a organismo independente.